De uma forma ou de outra, todos nós vivemos situações compulsórias. Somos obrigados, muitas vezes a compactuar com situações e instituições nas quais não acreditamos por conta da contemporaneidade e os custos dessa.
Somos acuados pela violência e temos que nos dirigir a Bancos para guardar nosso dinheiro. Muitas vezes também não podemos comprar o que necessitamos mas somos induzidos a comprar o supérfulo, e por aí vai…
Nesse momento em que tantas políticas mal intencionadas têm se mostrado cruéis e desiguais, estamos todos tendo que, compulsoriamente, discutir a internação de dependentes químicos de forma, de novo, compulsória.
As opiniões são as mais diversas e não podemos nos fechar em conclusões precipitadas, mal pensadas e sem uma investigação profunda dos acontecimentos.
No Brasil, hoje, temos milhares de pessoas vivendo em situação de miséria e exclusão, jogados pelas ruas, em total abandono e desistência de suas próprias vidas, guiados pela compulsão e pela obsessão características da doença.
Precisamos urgentemente compreender que o assunto, antes de ser político, social ou de segurança, é um assunto de saúde pública e trata-lo com o respeito que um assunto de tal gravidade merece.
Seria um ato de amor recolher alguém da rua e interná-lo? Poderia ser, se fosse feito com amor. A questão é que não se trata disso o que o governo das grandes cidades tem feito. Estamos retirando dependentes químicos da rua e jogando-os em “manicômios” públicos que não possuem a menor capacidade para tratar, nem mesmo alojar essas pessoas.
Entender o humano a partir do que é humano.
Muito tem sido feito por Organizações de iniciativa privada mas é preciso que as instituições públicas tomem rédea da realidade de forma humanizada.
As políticas são feitas por, pelos e para os homens. Não podemos deixar que o indivíduo continue sendo massacrado pelo coletivo. Não podemos mais deixar de olhar para o lado e perceber que alguma coisa está errada em nosso meio.
Claro que é mais interessante falarmos sobre as catástrofes naturais e o desequilíbrio ecológico mas tais situações só estão ocorrendo porquê o desequilíbrio começou naquilo que é humano. A ecologia deveria partir disso.
Chega de tratar desastres como se eles só ocorressem sazonalmente. Aqui no Brasil temos desastres diários que tem muito mais óbitos que muitos famosos como esse furacão Sandy, que passa agora pelos EUA.
Vamos cuidar dos nossos mortos de forma compulsória.
ASAB - Associação Solidários Amigos de Betânia - Um exemplo de cuidado com os nossos.

Technorati Marcas: ,,