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Por um Triz

Por um Triz

Composição de André López.

O concerto "Amoresmeus" estréia em Fev/2018.

Assine o canal do Youtube e passa lá em www.amoresmeus.com para conhecer um pouco de nossa história.


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Jealous Guy com André López

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Sr. Tempo


No repertório da vida, muitas vezes não sabemos ao certo quem escreveu isso, disse aquilo, pensou aquele outro.
Muitas coisas são escritas nesse roteiro velado e desvelado pelo Sr. Tempo sem que saibamos o autor.
Eu acredito no Meu Mestre regendo tudo, mas sei também, que parte do que contraceno, vem de saberes escondidos que carrego há muito.
Alguns deles tenho ciência, de outros, total ignorância.
E vou assim, seguindo e descobrindo fazeres, pessoas, lugares, estados de espírito e de estar.
Mas eis que chegam as horas definitivas, aquelas que mudam toda a versão da história, que convergem para outro lado.
Quando encontramos alguém especial por exemplo.
Pois não é que isso aconteceu em minha vida quase ao término de uma estação, quando ia descer e pegar outro trem sei lá para onde?
Esses encontros são mágicos e imperdíveis. Devemos nos render, ajoelhar e agradecer pelo presente, pela graça.
Estou fazendo isso.

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Porto Alegre: Uma cidade de Egos Estriônicos. 


Sempre que penso em POA (assim mesmo, como gostamos de abreviar), me veem as músicas de meus contemporâneos. 

Giba Giba, por exemplo, canta: “uma cidade, um país, lugarejo...” quando a Elaine canta: “Há muito tempo que ando, nas ruas de um Porto não muito alegre...” e o Nei: “já vejo as casas ocupadas, as portas desenhadas no vergonhoso muro da Mauá...”. 

Tem também aqueles que a gente lembra e não quer lembrar, tipo Kleiton e K: Deu prá ti, baixo astral, vou para POA tchau.” e aquela outra que inferniza os ouvidos com a musiquinha que vendeu para o Zaffari. A esses nunca dei muito crédito, pois eles não viveram de verdade POA, a não como polo para levar uma grana e também nunca tiveram a qualidade de falar muitas coisas comoventes ou reais que poderíamos chamar de arte, e falando em arte, fazia muito tempo que não caminhava livremente e com tempo para curtir a arte em POA e, nessa semana, fui dar uma geral nos eventos e paisagens que fizeram minha infância e minha história. 

Comecei pela Bienal Internacional do Mercosul que só no nome já coloca uma pompa que nessa edição não foi vista (confesso que assisti a umas três Bienais e já vi bem melhores). Muitos trabalhos reflexivos-analíticos-científicos-explanatórios e pensei no Iberê, que dizia que uma obra de arte visual não é um livro, por onde se passa uma história e acrescento que também não é remédio que precisa de bula. Uma obra deveria movimentar internamente mesmo o que não sei, incomodar a ponto de me colocar em xeque comigo mesmo, mas acredito que deve ter gente que se emocione com aquilo que vi, com as explicações medíocres dos monitores (e sem eles os jovens que visitam a Bienal nunca mais entrariam num museu pois não entenderiam nada, já que sentir...), mas, com algumas exceções de trabalhos que valem a pena, tudo pareceu tão dejà vu e frio que me deu vontade de sair bem rápido. Até mesmo a arte em vídeo, que me fascina, me remeteu aos trabalhos do Warhol, que filmava horas ininterruptas de alguém dormindo ou em outra situação sem movimento. E lá vão 8 minutos de água batendo na borda do rio, 10 minutos de céu e nuvens , lindo, mas lá nos anos 60! 
Passei então para a Feira do Livro e me pareceu que, em 10 anos, POA parou. 
Aumentou um pouco, claro, venderam-se mais espaços institucionais e esses estão maiores tendo, inclusive, um quiosque da Devassa, bem no meio da Feira, quase ao lado de uma Banca da Assembleia, onde distribuíam gratuitamente (bela ação), folhetos sobre drogas, inclusive o álcool. Esse deve ser o tipo de prevenção que está sendo feito numa cidade que teve o maior aumento de uso de álcool nos últimos 10 anos segundo dados do SENAD/INPAD, incluindo jovens universitários e adolescentes. Tanto tempo de planejamento, tanta grana investida e os patrocínios completamente desajustados. 

Caminhei até o Gasômetro e a partir de então comecei a desprezar mesmo minha terra e meu berço. Um desprezo de família, uma tristeza de quem foi e voltou e viu a rápida transformação do mundo. Um elefante branco, na beira do lindo e sujo Guaíba, que não dá nenhuma vontade de entrar e, quando se entra, dá vontade de sair correndo, de dizer ao Prefeito: Que merda estás fazendo aí? Um equipamento cultural que deveria acolher, aconchegar, receber, movimentar e lá dentro parece-me que estamos prontos para começar a trabalhar, verdadeiramente, numa Usina que já foi, não é mais e esqueceram-se disso. Aí não tem como deixar de comparar. Por que não se espelhar em exemplos como o SESC Pompéia em SP ou o CCBB no Rio? Espaços vivos, ardentes, funcionais. 

Saí para dar uma volta na beira do Guaíba, já louco para voltar pro meio do mato e aí sim, veio o susto maior, a coroação desse passeio pela cidade dos egos quando vi a homenagem que fizeram para minha amada, inigualável e preciosa Elis Regina. Fiquei pensando onde foi feito o conchavo para aquele senhor que se diz escultor (que certamente nunca lembrarei o nome) ter convencido o poder público a fazer aquilo com nossa maior expressão da MPB. O cara não tem a menor ideia de proporção, técnica, refinamento estético, enfim, fez uma Elis anã, deformada facialmente, com um cabeção e com traços de defunta. Uma tristeza, um horror, uma vergonha. 

O que mais me incomoda nisso tudo é o fato de depois de tantos anos em que estive fora, tudo está a mesma coisa, nada andou, os gaúchos ainda acham o por do sol do Guaíba o mais lindo do mundo, a ponte com elevação mecânica a maior do mundo, os estádios os melhores do Brasil, a cidade mais rica, tudo aqui, enfim, é melhor e maior, num profundo processo esquizofrênico de identidade e numa baixa estima que dá medo. 

Muita gente vai me odiar por escrever isso, sem problemas. 
Sou gaúcho, não hipócrita. Leio pesquisas e não dá para esquecer que temos um dos maiores índices de violência do Brasil, que a pobreza está demasiada, que nada funciona como deveria, que tudo tem de ser pensado e negociado exaustivamente, que até um metrô miniatura leva décadas para ser construído. Pena que poucos viveram só a cidade. Não tiveram a chance de conhecer o por do sol do Saara, do Montblanc, nos Alpes, do Mediterrâneo, a ponte de Millau, o metrô de Paris, Londres, São Paulo e tantos outros exemplos de construção que beneficiaram o homem. Isso não significa nada em termos geográficos ou de status, mas nos torna menos arrogantes e mais ágeis em pensar o mundo como um processo evolutivo e como um todo, em que continuamos isolados como um país que não existe e que, se existisse, estaria falido: o Rio Grande do Sul. 

Sou gaúcho, mas não gosto mais de minha terra. 
Falo mal, mas não deixo ninguém de fora falar. Coisas de família... Menos ego. 
O que tem de ser feito, tem de ser feito, mas tem de ser real. 
Vamos parar de mentir?

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Dói sim, mas não tanto…

Estou ficando velho, isso sei, mas não me tornei insensível. Apenas não sinto da mesma maneira…
Vejo esse povo gritando de dor, pelos seus, que morreram em consequência do baile em Sta. M. e me vejo neles todos os dias.
Como articulador social, profissão que peguei para mim há apenas quatro anos, tenho visto as maiores barbáries do mundo aqui, escancarado em minha janela e escondido do que é a “opinião popular!:
Mais de 5 crianças morrem de fome por dia no sertão.
150 crianças são estupradas por dia no Brasil.
50000 dependentes químicos não sabem o que são, e vagam pelas ruas em busca de respostas.
e aí vai…
E ENTÃO? Sobra dor onde?

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Viva e Deixe Morrer

Muito pouco falamos sobre morte apesar de saber que ela virá, de uma forma ou de outra, para todos.
Então acontece um acidente, uma tragédia como essa de Santa Maria, com mais de 230 mortes e ela está ali, escancarada, estampada em todos os noticiários do mundo: a morte.
Viver é mesmo uma arte, mas morrer e deixar em paz quem morre também.
Assisti a esse espetáculo brutal com profunda dor e pesar pela vida de tantos jovens. Coisa tão grave não acontecia há muitos anos no Brasil. Nos deixa estarrecidos, sem saber bem que rumo tomar, meio desencontrados do mundo.
Essa é uma hora de reflexão, de introspecção e muita oração para que todos façam a viagem de forma tranquila, se é que poderíamos dizer isso de quem morreu em agonia.
O que não concordo é com o espetáculo que a mídia tem proporcionado com relação ao assunto, não deixando em paz quem se foi nem os parentes que estão precisando de muita compaixão e silêncio para velar seus mortos. Parece mesmo que todo Brasil virou juiz, fiscal e profundo conhecedor de Normas Técnicas de Segurança. Há uma busca desenfreada por culpados.
Quem foi mais culpado? Temos de chamar Sherlock ou está na cara e não vemos? Será que esta casa deveria ter autorização para funcionamento? Mas tinha, mesmo vencido, tinha alvará, um dia esse mesmo foi concedido. Os bombeiros vistoriaram... e deram aval para abrir.
Podemos listar um montão de gente responsável pelo acontecido mas em primeiro lugar está o estado, a meu ver.
Mas antes de tudo, ainda vem o caráter, a honestidade, a humanidade acima do dinheiro.
Por que me parece claro que rolou uma graninha para licenciamento dessa casa não? Ou os bombeiros e a prefeitura da cidade não conhecem normas técnicas? Não sei.
As opiniões se dão por todos os meios: redes sociais, entrevistas, etc.… Precisamos ter muito zelo com o assunto e não atropelar processos tão doloridos pelo que estão passando os parentes desses jovens.
Por que não calar e por que não deixar que esse momento tão delicado, seja assim: delicado?

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Carta ao Sr Segadas, jornalista


Carta de um Doutor ao Sr. Segadas Vianna,
Prezado,
Realmente possuímos olhares muito diferente em relação à vida.
Onde o sr enxerga mortos vivos e dejetos humanos, eu consigo ver cristais aos quais o senhor além de renegar ainda faz troça.
Sempre pensei no ser humano assim: como cristais, refletindo a vida, como ela realmente é, em todas as nuances possíveis. Quem disse que a vida é bela? É sim, mas não é só isso...e o meu belo e o seu certamente são diferentes.
Durante quase trinta anos estive atrás da imagem, do som, da força da vida e achei que poderia mudar o mundo através da minha arte. Fui fundo nessa busca interna e externa, tendo viajado por quase todo Brasil mostrando meu trabalho e morando em diversos países, sempre em busca de tentar transformar algo no coração dos homens.
Devo ter conseguido alguns resultados (não tenho levantamento disso), mas todos me foram absolutamente insatisfatórios.
Quando voltei de um longo tempo na França, constatei que não conseguia mais lidar com pessoas como o Sr.
Provavelmente por não poder lidar comigo mesmo. Por razões que não vem ao caso, acabei em total abandono e passei um tempo no Rio de Janeiro em Situação de Rua. Foi aí então que começou o meu doutorado.
Hoje posso dizer-lhe que sou doutor em quase nada, mas conheço o ser humano ¨comme mon poche".
Apesar de nunca ter usado crack, vi muitos amigos sofrerem e morrerem por ele. Infelizmente um pedaço da vida nada agradável e jamais faria apologia à essa liberdade mentirosa que buscam os usuários de crack.
Meus amigos que hoje estão lutando contra a Internação Compulsória, ao contrário do que o sr fala, frequentam sim a cracolândia e ajudam, no que podem, de forma direta essa pessoas, assim como eu o faço.
O que queremos são clínicas especializadas, sim senhor, pois pelo conhecimento, sabemos que de outra forma não teremos sucesso, pois a doença "dependência química", CID 14 e outros, segundo a OMS, exige que seja assim para que haja um mínimo de eficiência, por se tratar de uma doença de alta complexidade, atingindo o ser humano em todas as áreas: bio-psico-sócio-espiritual.
Somos cristais, somos humanos, diferentes, coloridos, com opções, oportunidades e condições de enfrentamento diferentes.
A internação compulsória poderá sim ser uma bela opção, à medida que deixarmos de lado a ignorância e fomentarmos mais pesquisas na área, assim como, equiparmos humana e fisicamente o estado para que a ação não seja mais de segurança e higienização, como tem sido até então.
Por fim, acho sim que é obrigação, de qualquer cidadão, informar-se para onde estão sendo levadas essas pessoas recolhidas. Não sei o que acontece hoje em São Paulo, mas conheço os centros de internação no Rio e esses condizem bem com o que o senhor imagina ser o espaço para essas pessoas: um cemitério, já que parecem mortos vivos. Não seria mais eficiente então mata-los realmente? E o fazendo, não deveríamos acabar com as famílias que foram em muitos casos responsáveis por isso, afinal todos devem ter mamãe e papai, não? E o estado que joga milhares na rua a cada enchente, a cada novo plano econômico milagroso, não deveria ser exterminado?
Obrigado por ter proporcionado essa reflexão.

http://www.votebrasil.com/coluna/segadas-vianna/a-idiotia-atuando-contra-o-combate-ao-crack-em-sp

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Basta olhar

http://betaniasab.org.br/Home/index.htm
Há muitas décadas discutimos o que fazer em relação à pessoas em situação de rua que crescem em número em todo país.
O assunto é complexo, constrangedor e eticamente delicado.
Complexo por que as razões que levam pessoas para a rua passam pelo desnível político-social, por condições inesperadas (enchentes, terremotos e tantos acidentes que tem ocorrido), assim como pelo crescimento dos usuários de drogas, incluindo a mais perigosa (e aceitável) delas: o álcool. Constrangedor por que não queremos ver isso em nossas vidas cotidianas, e fica mesmo difícil assumir que isso incomoda. Eticamente delicado por que não queremos assumir esse câncer, que foi gerado por nós mesmos, como sociedade cruel, competitiva e não aberta à fracos. Delicada a questão que nos força questionar o que estamos fazendo com o mundo ao nosso redor e até que ponto somos responsáveis pelo todo, já que fazemos parte dele.
Muitas ações desesperadas, de resolver a questão, tem sido tomadas por governos cegos de conhecimento histórico e mais ainda de conhecimento espiritual, que se houvesse, esclareceria muitas questões no que diz respeito à atenção ao que é humano.
Dentre as últimas novidades, temos agora a internação compulsória, que muito mais que uma tentativa de sanar problemas de saúde da população, é sim uma medida de higienização das ruas, uma tentativa de colocar o lixo para baixo do tapete, culpando e midiatizando o crack como o maior vilão destes tempos, tirando responsabilidades de quem as tem e desviando o olhar do que nos incomoda e do que não compreendemos. Tornamo-nos assim tão doentes quanto os que queremos pretensamente tratar, pois começamos demonstrando possuir uma das principais característica da dependência química: a negação.
Esconder antes de conviver, resgatar antes de dialogar, essa tem sido a postura das políticas de exclusão que se disfarçam sobre pele de cordeiro.
Precisamos continuar discutindo o que faremos com nosso lixo sim, isso é saudável, mas me parece que não queremos realmente enxergar soluções possíveis, que se mostram, e nossa atenção intelectual refinada não consegue digerir.
Conheci muito bem e tive a oportunidade de fazer um estágio na ASAB – Associação Solidários Amigos de Betânia, que funciona há 13 anos na Freguesia de Jacarepaguá no Rio de Janeiro e hoje também em mais dois endereços. Essa casa faz o que o governo com suas políticas impensadas não consegue, e com muito menos recursos.
Em Betânia, da Irmã Elci, como é conhecida, a população em situação de rua, na maior parte composta por dependentes químicos, é acolhida por um processo de atenção integral, que atua em todas as áreas atingidas pelo processo destrutivo da doença. Por nove meses, é realizado um trabalho que visa, por final, a total reinserção social. Lá existe atendimento médico, odontológico, psicológico, orientação social para retomada da cidadania, aulas de yoga, música, teatro, informática e sobre tudo, o mais importante: orientação espiritual e retomada da fé, que num processo de morte à que leva às drogas, na maior parte das vezes, se vê esmigalhada.
Essa atitude de Betânia de ouvir, respeitar individualidades e compreender o ser humano com a complexidade que lhe é peculiar, começou pela atitude de uma só cidadã: Irmã Maria Elci Zerma.
Betânia vive de doações, de reciclar os lixos da sociedade, de amor.
Irmã Elci conseguiu, do nada, reciclar o lixo social que tanto queremos jogar de escanteio através do amor que tem pelo ser humano.
Hoje a casa recupera e reinsere um número impensável de pessoas, números que surpreendem até mesmo as Comunidades Terapêuticas e Clínicas espalhadas pelo país.
Mágica? Conhecimento? Técnica?
Pode ser que tudo isso junto, mas o principal ingrediente é mesmo ouvir, ouvir com amor, enxergar verdadeiramente o humano, o divino no rosto de cada acolhido, e buscar no próprio o que internamente está escondido.
Será que não temos todos que buscar isso, o que se esconde de humano em nós?
Certamente muitas iniciativas como essa se espalham pelo país e precisam muito mais que nossa atenção especial e reconhecimento: precisam de dinheiro para continuar um trabalho que já existe, que é eficiente e que o governo desconhece, passando por cima como um trator, atropelando processos e querendo levar pessoas “na marra” a se esconder atrás de uma máquina cega e falida, que não tem a menor condição de lidar com a delicadeza.
Não seria inteligente para nossos governos investirem nessas Associações que já estão aí, ao invés de continuar em tentativas incompetentes de tratar o que não tem habilidade para faze-lo?
Basta enxergar!

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Cadê o ator que estava aqui?

Não sou careta ou antiquado, mas tenho minhas nostalgias.
Lembro que sempre tive boa memória e pautava os filmes que assistia pelo elenco. Sempre dei muita atenção para a atuação, pois esse ofício me fascina. Muitos filmes, com argumento fraco, texto fraco ou mesmo produções de menor custo, foram salvos pelos atores e atrizes que souberam pontuar emoções a ponto de nada mais fazer falta.
Desde os dezesseis anos, quando fiz curso de Stranislawsky, com Nair D’Agostini, no Instituto Goethe em Porto Alegre, compreendi o quanto esse universo (da interpretação) é complexo, rico e pode levar o espectador à traçar caminhos profundos e reflexivos.
Comecei a pensar nisso assistindo algumas minisséries passadas recentemente na TV. Observei que em quase todas podemos contar com uma nova “geração” de atores: os famosos ou os funcionais.
Gente que nunca sequer pensou em representar e que, claramente, não tem a menor noção da amplitude que isso pode ter. Os famosos, por chamar público e são eles: cantores(as), esportistas, modelos, ex-BBB… e, os funcionais, que são aqueles que tem a cara do personagem e sabem rir e chorar de mentirinha.
Funciona? Acho que sim, senão não estariam no ar. O povo assisti isso encoberto pela produção milionária e pelo malabarismo de autores e diretores, e acabam gostando, pois as referências que tem são poucas, devido a outro papo muito mais longo que aqui não vem ao caso.
Sendo assim, tenho tido cada dia mais dificuldade em assistir a programação de uma indústria que esquece que a mágica artesanal da imagem não pode ser dissociada da força do gesto e da palavra. Talvez more aí meu ranço, mas tenho a cada dia preferido buscar na filmografia de décadas passadas a destemida arte do controle, da entrega, do instinto selvagem do verdadeiro ator.

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Vidas Compulsórias


De uma forma ou de outra, todos nós vivemos situações compulsórias. Somos obrigados, muitas vezes a compactuar com situações e instituições nas quais não acreditamos por conta da contemporaneidade e os custos dessa.
Somos acuados pela violência e temos que nos dirigir a Bancos para guardar nosso dinheiro. Muitas vezes também não podemos comprar o que necessitamos mas somos induzidos a comprar o supérfulo, e por aí vai…
Nesse momento em que tantas políticas mal intencionadas têm se mostrado cruéis e desiguais, estamos todos tendo que, compulsoriamente, discutir a internação de dependentes químicos de forma, de novo, compulsória.
As opiniões são as mais diversas e não podemos nos fechar em conclusões precipitadas, mal pensadas e sem uma investigação profunda dos acontecimentos.
No Brasil, hoje, temos milhares de pessoas vivendo em situação de miséria e exclusão, jogados pelas ruas, em total abandono e desistência de suas próprias vidas, guiados pela compulsão e pela obsessão características da doença.
Precisamos urgentemente compreender que o assunto, antes de ser político, social ou de segurança, é um assunto de saúde pública e trata-lo com o respeito que um assunto de tal gravidade merece.
Seria um ato de amor recolher alguém da rua e interná-lo? Poderia ser, se fosse feito com amor. A questão é que não se trata disso o que o governo das grandes cidades tem feito. Estamos retirando dependentes químicos da rua e jogando-os em “manicômios” públicos que não possuem a menor capacidade para tratar, nem mesmo alojar essas pessoas.
Entender o humano a partir do que é humano.
Muito tem sido feito por Organizações de iniciativa privada mas é preciso que as instituições públicas tomem rédea da realidade de forma humanizada.
As políticas são feitas por, pelos e para os homens. Não podemos deixar que o indivíduo continue sendo massacrado pelo coletivo. Não podemos mais deixar de olhar para o lado e perceber que alguma coisa está errada em nosso meio.
Claro que é mais interessante falarmos sobre as catástrofes naturais e o desequilíbrio ecológico mas tais situações só estão ocorrendo porquê o desequilíbrio começou naquilo que é humano. A ecologia deveria partir disso.
Chega de tratar desastres como se eles só ocorressem sazonalmente. Aqui no Brasil temos desastres diários que tem muito mais óbitos que muitos famosos como esse furacão Sandy, que passa agora pelos EUA.
Vamos cuidar dos nossos mortos de forma compulsória.
ASAB - Associação Solidários Amigos de Betânia - Um exemplo de cuidado com os nossos.

Technorati Marcas: ,,

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Jose Saramago "Antes estavas... agora já não estás"

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Le Havre




Cidade encantadora, na região da Normandie, na França, Le Havre nos transporta para uma França mais austera, com edificações retas, práticas, lógicas. Em meio a tudo destaca-se o Centro Cultural, obra de Niemeyer. Amo este lugar e vivi, em Le Havre, um grande amor, aquecido pelos vulcões bem brasileiros e universais, como tudo de Niemeyer. E uma grande cidade, não se esquece.
É como um grande amor.

A seguir, texto da Revista aU de Arquitetura, sobre o lugar:

Niemeyer na França - Le Havre
POR JONATHAN GLANCEY

O centro cultural em Le Havre, por outro lado, é um projeto bem brasileiro na forma e na aparência, e parece um pouco desconfortável por sua localização na costa fria e úmida da Normandia. Aqui está um prédio, e lugar público, implantado na foz do rio Sena, implorando pelo sol tropical e mares do sul. Conhecido localmente como "vulcão", "pé de elefante" ou "pote de iogurte", a Maison de la Culture é um dos diversos projetos construídos na França sob a direção original de André Malraux. A idéia era criar uma Maison de la Culture em cada bairro ou província da França como parte de um processo descentralizador do poder político e cultural. Contudo, isso nunca aconteceu.

O projeto de Niemeyer, concluído em 1982, tem a forma de dois "vulcões" de concreto com pintura branca que emergem de uma praça rebaixada. As construções ficam nos limites da cidade à beira-mar e contrastam deliberadamente com a arquitetura dominante de Le Havre. Isso, a propósito, é muito distinto. O centro da cidade foi destruído pela luta dos Aliados contra as forças alemãs entre o fim do verão e início do outono de 1944. A maior parte do estrago foi causada por um bombardeio da RAF (Royal Air Force, a força aérea britânica).

Le Havre foi reconstruída por Auguste Perret (1874-1954), o antigo mentor de Le Corbusier. Posicionadas em grelha ortogonal, as ruas são delineadas com os prédios de concreto "estruturais racionalistas" de Perret. Em sua maioria, blocos vastos e austeros de edifícios sem elevadores, dominados pela poderosa e um tanto assustadora torre de 106 m da extraordinária igreja de São José. Os "vulcões brancos" de Niemeyer trazem um certo alívio diante dessa dose de rígidez do Atelier Perret. Ainda assim, parecem não pertencer àquele lugar, como estranhos trazidos pela maré. Refugiados arquitetônicos, os volumes parecem olhar o mar na esperança de conseguir uma oportunidade de ir para uma parte mais quente do mundo.

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Fazer pão e viver é quase a mesma coisa.




Daqui do meu cantinho interno, teclando como quem bate bolo, ainda sinto o calor propagando pela sala as lembranças permeadas de infância, vó, sítio, minha mãe de vermelho e tudo o que um cheirinho de pão saindo do forno proporciona.
E ainda mais quando o pão tem o ritmo da mão da gente, como fica bom o cheiro!
Tem que pegar todos ingredientes e juntá-los com delicadeza e parcimônia, para que uma coisa não fique à mercê de outra nem a sobreponha de forma indevida.
É mais ou menos assim como as emoções do dia a dia, passa-se por elas, filtra-se, investiga-se e se usa só a quantidade devida.
Depois precisa trabalho. Tem de sovar bem, suar a testa, cansar o braço, envolver-se até a ponta do nariz de farinha e juntar tudo muito, mas muito bem, obtendo uma massa homogênea e sem caroços, lisinha, bonita.
É mais ou menos como eliminar rancores, mágoas, mal-amor.
Aí começa o trabalho de paciência até que tudo se assente, descanse e cresça!
Voilà!
Uma vez que tudo está desenvolvido, liberto, vivo, pronto para a maturidade, enfornar.
Passado algum tempo, e este é medido pela intensidade vivida, o resultado pode ser maravilhoso ou pode abatumar, queimar, ficar insoso, desmaiado, mole, duro, bom por fora e uma M por dentro, bom por dentro e uma M por fora.
É, fazer pão é assim... como a vida.
Nem todo dia funciona, nem todo dia está tudo bem, nem todo dia se cresce, nem todo dia o calor se faz.
Mas, uma certeza: Sempre fica tudo muito bom, mesmo que diferente do que se espera.

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Meu Sex Shop afetivo.




Morro de rir quando vejo anúncios com fantasias e acessórios sexuais pronta-entrega.
Principalmente se elas vêm em forma de "pop-up" bem no meio de um trabalho, de uma reunião, numa situação constrangedora para desavisados virtuais. E estranho também ver que os produtos são de um mau gosto atroz. Até aquele minúsculo uniforme de enfermeira, pela foto, dá prá ver que é mal cortado, costurado, feito.
Não conheço muitas pessoas que tenham estes mecanismos de desejo bem resolvidos a ponto de assumirem que os têm, mas intriga-me o fato de minha total repulsa à fantasias sexuais.
Sei sim que tenho um pedaço de mim (Ó metade arrancada de mim!) conservador e catedrático, mas, decididamente, não entendo fantasias de enfermeira/paciente, escravo/opressor, dentista/paciente, coelhinha/lobão, médico/paciente, a ala da medicina toda, a fauna toda, o setor de couros, o setor de borrachas...
Não me excita.
É isso.
Nunca me excitaria desta forma.
Só pensar em ver meu parceiro/a com um chicotinho, uma tanga e um aventalzinho com uma cruz vermelha, me dá vontade de sair correndo. Não é medo, é repulsa ao mau gosto.
E fiquei pensando com quais brincadeiras me excitaria e percebi:
Excitante mesmo eu acho um olhar mais de esguio, com o canto do olho, rápido, fulgáz, aterrador (pois existem olhares que contam uma vida em segundos).
Gosto também do jogo de descobertas arqueológicas no corpo de quem muitas vezes nem lembra de cicatrizes e pequenas marcas que deixam rastro de histórias vividas.
Ou então o beijo quente de lábios com palavras seguras, contidas, que aos poucos vão jorrando ao colo como se embalassem sonhos e abrissem caminhos para abraços nunca alcançados.
Ou ainda acessórios simples, como lençóis brancos, bem passados, com leve aroma de lavanda, flores-abertas-gigantes-vermelhas, champagne, luz baixa, cueca de seda listada, calcinha tipo calleçon cor-da-pele, música escolhida à dedo.
Esses são meus fetiches. Meus saltos no escuro, minha certeza segura da queda, minha fé.
Mas, não me entendam mal. O povo do chicotinho, pode (claro) e deve até continuar tentando. Talvez até alguns já conheçam esses jogos de que falo, talvez outros ainda estejam na busca do que a mim (e falo só por mim), é tão evidente, tão descaradamente simples, tão estúpidamente real.
De qualquer forma, qualquer maneira de amor vale a pena, como dizia o poeta, qualquer maneira me vale escrever.
Sigamos, amemos...

In:

Santa linda de Ávila




TERESA D’ÁVILA
Eu estou com aquele que me habita
é claro que me acompanha
por isso o meu desenho resplandece
por isso me vês por outra figura
sanguínea e vita

In:

Santo Agostinho - lindo, forte, verdadeiro!



LA MORT N'EST RIEN


La mort n'est rien,
je suis seulement passé dans la pièce à côté.

Je suis moi, vous êtes vous.
Ce que nous étions l'un pour l'autre, nous le sommes toujours.

Donnez-moi le nom que vous m'avez toujours donné,
parlez-moi comme vous l'avez toujours fait.
N'employez pas un ton différent,
ne prenez pas un air solennel ou triste.
Continuez à rire de ce qui nous faisait rire ensemble.

Priez, souriez,
pensez à moi,
priez pour moi.

Que mon nom soit prononcé à la maison
comme il l'a toujours été,
sans emphase d'aucune sorte,
sans une trace d'ombre.

La vie signifie tout ce qu'elle a toujours été.
Le fil n'est pas coupé.
Pourquoi serais-je hors de vos pensées,
simplement parce que je suis hors de votre vue ?
Je vous attends, je ne suis pas loin,
juste de l'autre côté du chemin.
Tout est bien.

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Circo

Pessoal, um site bem bacana para quem gosta de circo. Lembro muito bem de quando era criança e adorava as visitas do Circo Tihany em Porto Alegre.
Hoje com o Cirque du Soleil e afins, o circo se sofisticou e atinge os mais frescos também, mas como arte popular, creio inigualável!
http://www.academiadecirco.com.br/

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Uma breve homenagem!

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O Pênis nosso de cada dia.




Estava lembrando dos papos de adolescência (fase que ainda estamos na gangorra da vida e sem saber prá que lado...) e me detive numa conversa que ora ou outra rolava entre amigos.
Assunto de rodas de escola e afins.
E pensei:
Alguns assunto são recorrentes independendo de época.
O tamanho do pinto.
Por exemplo:
Confessa que você: homem ou mulher, já falou de pinto.
Próprio ou alheio mas falou.
Falou sim.
E vejo que até hoje isso é tabu e movimenta a fantasia, a indústria médica,a indústria erótica, a indústria plástica.
Enfim, é uma questão industrial também.
Discute-se se o tamanho do pinto importa, se o meu é maior que o teu, se tamanho é documento ou se o tamanho do documento varia entre povos (assunto morada de mitos mas segundo minhas experiências, o Japão é Grand-prix mundial, ao contário do anunciado!).
Bem, mas tudo na vida é uma questão de equilíbrio, aprendemos depois.

Pois foi pensando em equilíbrio que me veio o pênis à mente, portanto minha tese de erótica não tem nada. É uma divagação científico-espiritualista.
Francamente, sabemos que se é grande demais não entra tudo e pequeno demais faz cócegas.
Então até nisso a natureza é plenamente eficaz, não é?
E a tese é esta:
"Pintos e pessoas são do tamanho que merecem ser - aceite já o seu!."
Profundo e simples, pense nisso.

In:

Music

Sou apaixonado por imagem.
Este vídeo eu fiz junto a outros três num período de um ano tracado em casa, sem sair da frente do computador pois antes eu não sabia nada disso.
O vídeo é totalmente digital e foi feito utilizando uma série de + ou - 10 programas de animação, edição e tratamento de imagem.
A música da Madonna entrou por acaso no vídeo e eu nem me interessei em trabalhar o som pois isso não era importante na época.
Utilizei também diversos desenhos que catei no mundo digital, alguns quadros de Andy e desenhos e fotos escaneados meus, triller de games, etc...
Na minha página do YouTube tem mais.

www.youtube.com/alexwork2007 video

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De uma exposição em Londres. Autor: KENSETH ARMSTEAD Lindo!